quinta-feira, 7 de março de 2013

[Análise] A batalha do Apocalipse (Eduardo Spohr)



Livro:
A batalha do Apocalipse - Da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo

Autor:
Eduardo Spohr

Sinopse:
Na Aurora dos tempos, sempre existiu o bem e o mal, no qual foi destruída por Deus, juntamente com seus arcanjos criados para o fim de governar e proteger a terra. Muito antes da criação do homem, Deus criou os Arcanjos e logo depois os anjos para servir e proteger sua criação. Os 7 dias se dizem muito bem explicados neste livro o qual cada dia resumia-se em milhões de anos o qual levou a criação do mundo que vivemos hoje. No final do sexto dia, Deus já estava cansado, e “adormeceu” e deixou os anjos e arcanjos a cuidar de toda sua criação, principalmente o homem criado à sua imagem e semelhança.

Depois da criação dos homens, ainda vivemos no sétimo dia, o qual Deus está adormecido e nós somos governados pelos anjos. Em dias de glória, o Arcanjo Miguel, o primeiro criado por Deus, o filho mais velho, sentiu-se diminuído, e cego pela inveja e pelo ciúmes pelos humanos, ordenou a destruição em massa, mas foi barrado pela legião de guerreiros, os 18 anjos renegados, liderados por Ablon (“O Primeiro General”), herói desse livro.

Esses 18 anjos foram condenados a Haled (Terra) e presos em seus avatares e para sempre perseguidos pelos guerreiros de Miguel, até serem mortos pois eram considerados traidores do céu e condenados a viverem presos juntos aos humanos que tanto defenderam até o fim dos tempos, o final do sétimo dia, o Dia do Ajuste de Contas onde Deus despertaria e exilaria de seu universo aqueles que foram contra sua vontade.

Lúcifer também fez uma revolução, alegando defender os humanos mas era apenas a inveja pelo seu irmão que o motivava, fazendo-o levar para o Sheol (Inferno) e 1/3 do céu, onde lá foi criado o refúgio do mal, para onde todos os injustos e maldosos seriam mandados. E então começa a era de um herói, protagonista desse livro que envolve romance, mistério, ação, ficção e mistérios nunca antes revelados. Ablon passa por várias aventuras, oscilando em passado e presente no qual é apoiado pela feiticeira de En-dor (Shamira) o qual salvou das mãos do tirano rei da Babilônia, destruída por ele mesmo. Lembrando aqui que antes mesmo de Lúcifer ser exilado já existiam os anjos renegados, o que é diferente de Lúcifer, o anjo caído.

Após várias aventuras vividas por Ablon, finalmente chega a hora do Dia do Ajuste de Contas, a famosa Batalha do Armagedon o qual vai decidir o futuro da humanidade, do planeta e de todos os seres que nele habita. É a lendária batalha entre o defensor da humanidade e o Arcanjo Miguel, vencido pelo ciúmes e ganância, o que o levou a ser o mais tirano de todo o universo, querendo igualar-se a Deus o qual em sua mente doentia acreditava ser o seu destino.

Ablon, quando descobre que Ishtar (sua parceira renegada) foi assassinada pelo Anjo Negro, fica furioso e cego de raiva, mas ela foi morta em prol de um segredo que mudaria todo o destino do universo, um segredo o qual Ablon só descobriria no último suspiro de sua vida. O livro a Batalha do Apocalipse envolve mistérios jamais revelados, o qual o autor dessa obra fascinante nos deixa intrigados e ao mesmo tempo esclarecidos. É como ler o Apocalipse, mas em uma linguagem inovadora e cheia de respostas.

Minha opinião:
Como li este livro há pouco tempo, entre o fim de 2012 e o começo de 2013, tive bastante tempo de lê-lo com atenção. Apesar de um pouco confuso em algumas partes (principalmente por decorrer milênios de uma vez em alguns momentos), é um livro fascinante e que, unindo ficção, romance e as histórias que nos são contadas desde a infância, nos dá uma visão diferente e bem mais esclarecida do livro do Apocalipse da Bíblia sem se tornar algo chato (desculpem-me os religiosos) e prendendo sua atenção até a última palavra. Como se não bastasse, ao final do livro o autor acrescentou um Glossário onde constam os nomes da maioria (senão todos) os personagens principais e o que cada um representa no enredo, e também uma Linha do tempo que descreve bem definidamente a criação do Universo, desde o “nada absoluto” (o chamado “protouniverso”) até o século XXI, que é para quando estava previsto o Apocalipse.

Minha avaliação:

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