domingo, 25 de agosto de 2013

[Análise] A menina que roubava livros (Markus Zusak)


Livro:
A menina que roubava livros

Autor:
Markus Zusak

Sinopse:
A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.

Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.

Minha opinião:
Simplesmente o melhor livro que já li, não tinha como não gostar! Confesso que sempre quis fazer a resenha desse livro e também que foi um livro muito difícil, interessante e emocionante de se ler. Tive que criar coragem e ser incentivado por várias pessoas para conseguir lê-lo. Abandonei e recomecei o livro três vezes antes de conseguir terminá-lo e entendê-lo. A menina que roubava livros foi um livro mais difícil do que eu estava acostumado a ler, por isso eu me sentia incomodado e o abandonava, mas graças à algumas pessoas, consegui ler o livro que hoje já é meu favorito. O livro desperta várias emoções, como ódio, felicidade, dó e amor. É uma mistura de sensações e isso acabou me deixando desconfortável. A nossa narradora é a própria Morte, que em meio a tanto trabalho no período da Segunda Guerra Mundial na Alemanha, para e nos conta a história da garotinha Liesel Meminger.

Nossa roubadora de livros esteve próxima a morte três vezes, e isso fez com que a Morte se afeiçoasse a ela. Depois de ter perdido o irmão, ter vários pesadelos e tudo o mais, Liesel cria um carinho imenso pelo pai adotivo, Hans Hubermann, que o ensinou a ler e a enrolar cigarros e tocou acordeão para ela, momentos em que o livro nos mostra a importância do amor e da relação com a família. Suas aventuras com seu melhor amigo, Rudy, são muito divertidas e preocupantes, pois eles se metem sempre em enrascadas.

Não quero estragar a leitura de vocês, então vou parar por aqui. Quem já leu sabe do que estou falando. O livro é muito envolvente e, às vezes, não dá para parar de ler. Adorei o livro e com certeza recomendo a leitura!

Minha avaliação:

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