quinta-feira, 12 de setembro de 2013

[Análise] A batalha do labirinto (Rick Riordan)


Livro:
A batalha do labirinto (Percy Jackson e os Olimpianos, livro 4)

Autor:
Rick Riordan

Sinopse:
O Monte Olimpo está em perigo. Cronos, o perverso titã que foi destronado e feito em pedaços pelos doze deuses olimpianos, prepara um retorno triunfal. O primeiro passo de suas tropas será atacar e destruir o campo de treinamento dos heróis, filhos de deuses com mortais, que desde a Grécia Antiga combatem na linha de frente em defesa dos olimpianos.

Para assegurar que o refúgio de semideuses, o Acampamento Meio-Sangue, não seja invadido, Percy Jackson, Tyson, Annabeth e Grover são destacados para uma importante missão: deter as forças de Cronos antes que se aproximem do acampamento, no emaranhado de corredores do temido Labirinto de Dédalo – um interminável universo subterrâneo que, a cada curva, revela as mais aterrorizantes surpresas.

Minha opinião:
Que caminho tomar para encontrar as respostas? Em meio a tantos caminhos e escolhas, é preciso ajuda pra enxergar o que não se vê. É preciso coragem para se aprofundar nas entranhas do destino em busca de respostas pessoais, que nem sempre trazem alívio a nossa busca. É preciso amar para entender que o amor ainda existe.

"A batalha do labirinto" é um verdadeiro emaranhado de emoções, onde as buscas pessoais se confundem com os desejos coletivos. Percy busca formas de impedir que Cronos possa se rebelar novamente, mas também busca entender por quê Luke se deixou levar pelo mal, por quê Annabeth ainda se sente apaixonada por esse traidor, tenta trazer Nico para seu lado e fazê-lo entender que sua irmã se sacrificou por uma causa nobre, e tenta trazer para sí a responsabilidade da profecia apocalíptica.

Na metáfora do labirinto, as ilusões foram realçadas! E mesmo aqueles que pensavam encontrar nos seus heróis redenção e coragem, encontraram medo e insegurança. O que falar de Tyson e Briareu, Annabeth e Dédalo, Grover e Pã? Não foram os mitos vivos que impuseram o ritmo da história, mas os aspirantes a lendas. 

E em meio a tantos caminhos e desencontros, foi preciso se agarrar em algo pra manter a chama da esperança com vida. Como seria cômodo a Percy se isolar eternamente na Ilha de Gígio com Calypso e fugir de seu destino... Mas, o desejo de responder os seus anseios o leva de volta, e o faz perceber (por mais lento que ele seja) que o seu destino estará ligado ao amor, que se confunde em Rachel mas se personifica em Annabeth. Se para ela foi difícil perceber do que se tratava a última linha da profecia, para Percy foi seguramente complicado buscar uma resposta para entender por quê.

E agora só resta um último capítulo dessa saga, uma última chance de se entender o destino e agir sobre ele. É preciso mais que o Fio de Ariadne, para se guiar neste imenso jogo de destinos, pois só aqueles que realmente enxergarem as suas escolhas com o coração, terão algo com que se agarrar quando o fim começar.

Entre desejo por respostas, lutas frenéticas, lugares exóticos, amores incompreendidos, fantasmas e monstros, "A batalha do labirinto" abre as portas para o fim de uma saga que tem tudo para se tornar inesquecível!

Minha avaliação:

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