sábado, 27 de setembro de 2014

[Análise] Herdeiros de Atlântida (Eduardo Spohr)



Livro:
Herdeiros de Atlântida (Filhos do Éden, livro 1)

Autor:
Eduardo Spohr

Sinopse:
Há uma guerra no céu. O confronto civil entre o arcanjo Miguel e as tropas revolucionárias de seu irmão, Gabriel, devasta as sete camadas do paraíso. Com as legiões divididas, as fortalezas sitiadas, os generais estabeleceram um armistício na terra, uma trégua frágil e delicada, que pode desmoronar a qualquer instante. Enquanto os querubins se enfrentam num embate de sangue e espadas, dois anjos são enviados ao mundo físico com a tarefa de resgatar Kaira, uma capitã dos exércitos rebeldes, desaparecida enquanto investigava uma suposta violação do tratado. A missão revelará as tramas de uma conspiração milenar, um plano que, se concluído, reverterá o equilíbrio de forças no céu e ameaçará toda vida humana na terra. Ao lado de Denyel, um ex-espião em busca de anistia, os celestiais partirão em uma jornada através de cidades, selvas e mares, enfrentarão demônios e deuses, numa trilha que os levará às ruínas da maior nação terrena anterior ao dilúvio – o reino perdido de Atlântida.

Minha opinião:
Ainda melhor que A batalha do Apocalipse!

Sei que sou muito suspeito para falar porque sempre indico A Batalha do Apocalipse e digo que este é um dos meus livros favoritos. Herdeiros de Atlântida consegue ser ainda melhor e, acreditem ou não, ainda tenho lá minhas dúvidas se Anjos da morte – o segundo volume dessa série – não será melhor ainda que o primeiro. Embora a qualidade da narrativa não tenha me surpreendido, uma vez que já sabia bem o que esperar, a história em si, sua timeline, os rumos que os acontecimentos tomam e até a proposta de ser um thriller foram surpreendentemente gratificantes.

Um dos elementos que o Eduardo manteve em Herdeiros de Atlântida foi o da narrativa não linear, ou seja, ele continua intercalando eventos do presente com do passado, trazendo flashbacks que, aos poucos, vão explicando todos os segredos e mistérios dessa história.

Em termos de diferenças, posso citar duas coisas: a primeira é que a narrativa é feita em terceira pessoa durante todo o livro. A outra diz repeito a própria proposta da história que, por ser focada não em “altas patentes” angelicais, mas em soldados que vem passando muito tempo na Haled. Por esse motivo, esses personagens são muito mais humanos em hábitos, atitudes, comportamento e todos os traços de personalidade, guardando ainda as características angelicais e claro, da casta.

Em Herdeiros de Atlântida vemos não apenas um “universo expandido” de A Batalha do Apocalipse com novos personagens, mas também novas criaturas, poderes, habilidades e artimanhas. O livro é um pouco mais didático e explicativo pois apresenta os personagens de uma série, assim como esse imenso universo que o Eduardo criou. O interessante é perceber o argumento usado para justificar a explicação de cada fato em vários momentos. Apesar disso, o ritmo não é lento, ao contrário, não faltam ação, reviravoltas e situações nas quais o leitor se pergunta “e agora?”.

Uma dúvida bastante pertinente é: Quem não leu A Batalha do Apocalipse pode ler a série Filhos do Éden sem medo de spoilers? A minha opinião é que pode, sim. Embora os cenários sejam os mesmos, as situações são outras e em nenhum momento o leitor se depara com “mais do mesmo” ou situações que expliquem eu contem o que acontece em A Batalha do Apocalipse. Do mesmo modo, não é preciso ler o primeiro para que algo em Herdeiros de Atlântida seja compreendido. Como disse antes, o Eduardo usa um artifício fantástico para apresentar toda a mitologia de uma forma explicativa e completamente diferente da forma usada em seu livro de estreia.

Minha avaliação:

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