sexta-feira, 9 de maio de 2014

[Análise] Diablo III - A Ordem (Nate Kenyon)



Livro:
Diablo III - A Ordem

Autor:
Nate Kenyon

Sinopse:
Baseado no game Diablo III — lançado em março de 2012 nos Estados Unidos (e no início de junho no Brasil) após uma década de espera pelos fãs, com mais de 3,5 milhões de cópias vendidas em um dia e mais de 7 milhões em uma semana, quebrando diversos recordes de venda —, o romance narra a jornada épica de Deckard Cain, último sobrevivente de uma misteriosa e lendária ordem, Horadrim, na busca pelos outros integrantes perdidos, para salvar o mundo de Santuário das forças demoníacas do Inferno Ardente, anos antes dos acontecimentos do jogo. O autor, Nate Kenyon, é finalista do prêmio Bram Stoker, da Associação de Escritores de Terror

Minha opinião:
"Diablo III - A Ordem" ou uma (des)ordem?

O livro de autoria de Nate Kenyon diz narrar "a jornada épica de Deckard Cain, último sobrevivente de uma misteriosa e lendária ordem, Horadrim, na busca pelos outros integrantes perdidos, para salvar o mundo de Santuário das forças demoníacas do Inferno Ardente, anos antes dos acontecimentos do jogo" e de sua “sobrinha” Léa, uma menina de oito anos que possui um grande poder, e desejada pelas trevas.

Acredito que tanto o leitor comum quanto o especializado se decepcionam ao ler a obra. A propaganda de uma jornada épica mostra-se enganosa. O gênero narrativo do livro em nada apresenta similitudes com uma epopeia. Outro ponto negativo é que a livre adaptação da franquia Diablo foi, por falta de palavra melhor, desastrosa. Suas 348 páginas são vencidas a grande custo e (não sei se por causa da tradução) o texto traz muitas repetições.

Por conhecer o game, iniciei a leitura com grande expectativa. E isso fez querer abandonar o livro por diversas vezes. A personagem principal, Deckard Cain, relembra a todo o momento que um mal terrível está para cair sobre Santuário e que ele abandonou os estudos Horádricos por muito tempo. São tantas as vezes que a protagonista se presta a essa divagação que isso se torna algo irritante na obra.

O enredo, apesar de prometer muito, peca em diversos pontos. O remorso da protagonista por ter abandonado os estudos Horádricos, o mal que tempos atrás se abateu sobre aquela terra, o trauma da protagonista surgido na infância quando decepcionou a mãe, a incessante luta da luz contra as trevas são alguns dos pontos a serem (mal) explorados no decorrer do livro. O clímax da história se mistura com o desfecho e, este último, é mal trabalhado.

O tempo da narrativa se mistura em psicológico e cronológico. Algo que geralmente acontece em obras mais densas. A grande vitória da obra está na descrição do ambiente. O ambiente é descrito de tal maneira como só um bom mestre de RPG o faz.

Por outro lado algumas personagens são mal exploradas. Como é o caso de Deckard, que acaba por ser uma persona irritante. Isso compromete a obra, uma vez que a narrativa é feita pelo ponto de vista dele. Por sorte isso não acontece com Léa, uma criança de oito anos, com as birras próprias da idade e que passa por um momento delicado de sua vida. Também merece aplauso a personagem Mikulov, o monge que abandonou sua ordem (a melhor personagem do livro).

A primeira edição desse livro apresenta alguns erros de tipografia e outros de concordância – falha da revisão.

Enfim, esperava mais do livro.

Minha avaliação:

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